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| Fonte: http://lacomunidad.elpais.com/republicadecuartillo/2012/10/17/los-ninos-yunteros |
Para avaliar o bem-estar infantil leva-se em conta os seguintes indicadores: bem-estar material (24º lugar), saúde e segurança (9º lugar), educação (26º lugar), condutas e riscos (20º lugar), e moradia e meio ambiente (9º lugar).
“Os adolescentes espanhóis são um grupo de risco que merece atenção” alertou o pesquisador Goran Holmqvist, responsável por apresentar o relatório, no qual a Espanha é uma das piores colocadas na área educativa (superando apenas Letônia, EUA, e Romênia), e a porcentagem de jovens de 15 a 19 anos que não estuda nem trabalha cresceu de 7% para 13% nessa década (especialmente a partir de 2007, quando começou a crise). A porcentagem de crianças (de 0 até 17 anos) em risco de exclusão social e pobreza cresceu para 29,8% em 2010, 3,5 pontos a mais que em 2008.
Na década analisada, países como a Espanha permitiram que a faixa de pobreza infantil crescesse mais que 30%. “Os países mais afetados pela crise, podem ter mudado esses indicadores”, disse o pesquisador, no entanto, os dados correspondem a 2010.
Então, qual é a real porcentagem de crianças pobres na Espanha? Dados de 2010 indicaram que 26,2% das crianças espanholas moravam com famílias com salários 60% menores do que a média nacional (no Brasil, esse número chega a 45,6%, tendo as crianças negras quase 70% mais chance de viver na pobreza do que as brancas, e na região do Semiárido, sendo 70% das crianças e dos adolescentes classificados como pobres). Bem, dados recentes de 2011 do Eurostat, aumentaram essa porcentagem em 1%, 80.000 crianças a mais. No total são 2.267.000 o número de crianças pobres na Espanha. A cifra não para de crescer ano a ano, e confirma que é o grupo etário mais afetado pela pobreza em nosso país.
Além disso, 13,7% das crianças moram em lares com um índice de pobreza alta e 16,7% em lares com pobreza crônica (dados de 2010).
A parte positiva do relatório de 2010 foi apontada pelos meninos e meninas espanholas, pontuando positivamente seu grau de satisfação com suas famílias e amigos. Uma pontuação que coloca a Espanha em terceiro lugar, só atrás da Noruega e da Islândia, do total dos 29 países mais desenvolvidos. O pesquisador do relatório atribuiu esse resultado às relações humanas e à estrutura familiar características da cultura espanhola.
Outro dado significativo foi a conclusão do estudo, o qual não encontrou relação entre o nível de renda dos países e o bem-estar geral infantil. Assim, República Checa fica mais bem classificada que Áustria, Eslovênia melhor que Canadá e, Portugal melhor que os EUA.
Fontes:
http://old.unicef.es/infancia-espana/infancia-espana-2012-2013.htm (atualização do relatório)
http://www.elmundo.es/elmundo/2013/04/10/solidaridad/1365596902.html (jornal ElMundo)






