O sabado houve uma manifestação em favor dos presos da ETA. Concretamente, o manifesto da concentração cidadã pede a aproximação dos presos da banda terrorista à região do Pais Basco, a liberação dos presos com doenças terminais e daqueles que já têm cumpridos 3/4 partes da pena. As reivindicações que fazem seguem a legislatura espanhola. Antes de dar a minha opinião sob esse manifesto e suas reivindicações, acho justo dar a conhecer da maneira mais neutra que encontrei na web, o que é ETA:
ETA quer dizer Euskadi Ta Askatasuna, expressão em língua basca (euskera) traduzida como Pais Basco e Liberdade. Uma organização terrorista basca que se proclama independentista, socialista e revolucionaria.
Tem como objetivos prioritários a independência do Euskal Herria, território que abarca a atual região do Pais Basco e terrenos vizinhos, na França e no resto do território espanhol. Para isso, ETA utiliza o assassinato, sequestro, terrorismo e extorsão econômica na Espanha e, ocasionalmente, na França. Tudo isso é parte da sua "luta armada".
Foi fundada em 1958 durante a ditadura de Franco. Após a expulsão dos membros das juventudes do Partido Nacionalista Vasco, ETA cometeu sua primeira ação violenta (julho-1961).
Inicialmente, a ação foi apoiada por parte da população espanhola ao ser considerada mais uma organização oposta ao regime militar. Não formou parte do processo democratizador iniciado em 1977 e começou perder apoio popular, tendo seus atos condenados e considerados terroristas pela imensa maioria das forças políticas e sociais. Sua condição de grupo terrorista é admitida por numerosos estados e organizações internacionais como França, Inglaterra, EUA, ONU, OEA, UE... A Anistia Internacional tem condenados repetidas vezes as ações da ETA, sendo consideradas como crimes ou graves abusos contra os direitos humanos, mas também critica a política antiterrorista do governo espanhol como o regime de “incomunicação” aplicado aos etarras, final isso possibilita o maltrato ou tortura dos presos.
Desde 2002, os partidos políticos nacionalistas bascos como Batasuna, Ação Nacionalista Basca e Partido Comunista das Terras Bascas foram ilegalizados pela sua vinculação com a ETA após as reformas legislativas adotadas pelas Cortes Generais a proposta do governo de Jose María Aznar (membro do Partido Popular - PP).
Desde o Pacto de Estella, em 1998, houve uma série de pactos da ETA com diversas forças políticas, além de inúmeras tréguas e períodos de paz, parciais. Em 20 de Outubro de 2011 o grupo terrorista anunciou o fim definitivo da sua atividade armada, embora o grupo ainda mantenha atividade e não tenha feito a entrega das armas, nem pedido perdão às vitimas.
Alguns dados numéricos da banda terrorista:
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10: numero de vezes que a ETA
anunciou o fim da ação violenta. A única anunciada "unilateralmente e
indefinida" foi em 18 de Setembro de 1998 e acabou 14 meses depois.
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21: o número de mortos no seu
atentado mais violento: uma bomba em um shopping em Barcelona em 19 de Junho de
1977.
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38: anos desde o primeiro
assassinato (em 1968) e fim da violência anunciada em 2011
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48: o número de anos desde a
sua fundação (1959)
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77: o número de sequestros
realizados pela ETA.
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80: as mulheres membros de ETA
atualmente encarceradas na Espanha.
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99: as vítimas assassinadas
pela banda terrorista no seu ano mais sangrento, 1980.
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547: os mortos no País Basco, a
região com maior número de vítimas desde que ETA começou matar; segunda, com
121 é Madrid, e a terceira, com 55, Cataluña.
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659: o número de presos de ETA
nas prisões da Espanha, França e México, segundo dados da Agencia Basco Press;
deles, 499 estão na Espanha. O Ministério do Interior eleva essa última cifra a
544.
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817: o número total de vítimas
da organização terrorista; delas, 339 foram civis, 198 Guardas Civis (como a
Policia Militar no Brasil) e 145 policiais.
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1.000: o número estimado de
militantes ativos que a ETA teve em seu auge.
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9.000-12.000 milhões de €: o dano econômico que o grupo tem causado ao
País Basco, segundo o juiz Mikel Buesa, professor da Universidade Complutense,
e Baltasar Garzón, ex-juiz da Audiência Nacional.

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